Crise da República em Roma

Oi filha,

O período da República foi de muito progresso para Roma, tanto que Roma pôde expandir bastante o seu território (ver o mapa):

Expansão de Roma na Rupública.
Expansão de Roma na Rupública.

Apesar de todo esse progresso, houve muitas crises ao longo dos últimos cem anos da República, de 134 a.C. a 27 a.C..

Assim, nesse período houve os conflitos dos plebeus com os patrícios, como conversamos no último post, revoltas de escravos, guerras internas, reformas agrárias e até mesmo mudanças na composição do exército romano.

Todos esses eventos, somados, terminaram por resultar na queda da República e no início do Império Romano. Vamos hoje falar sobre duas das principais causas da crise da República romana: a questão da propriedade das terras e as guerras civis.


Propriedade da terra

Já sabemos que a sociedade romana tinha uma estrutura bastante rígida e os poderes e vantagens ficavam concentrados nas mãos dos patrícios.

Vimos também que houve algumas mudanças no ambiente político de Roma, com a criação de cargos acessíveis à plebe. No entanto, do ponto de vista econômico, o poder ainda estava muito concentrado nos patrícios. E até os muito ricos não eram bem vistos pelos patrícios, quando não tinham antecedentes aristocráticos.

Um dos pontos de atrito era a propriedade das terras. Por exemplo, as terras conquistadas pelos exércitos romanos eram repartidas entre os patrícios ou entregues a eles para que eles as cultivassem, sempre com mão de obra escrava. Os plebeus no máximo podiam arrendar a terra dos patrícios.

Fazenda romana.
Fazenda romana.

Houve um tribuno da plebe, Tibério Graco, que tentou promover uma reforma agrária, ao propor que os pequenos agricultores plebeus pudessem ser proprietários das terras que arrendavam. A ideia de Tibério era aumentar a produtividade das terras e permitir que mais pessoas se tornassem proprietários. Essa proposta de reforma agrária encontrou grande resistência entre os patrícios e Tibério Graco terminou sendo assassinado.

Nove anos depois, o irmão de Tibério, Caio Graco, foi eleito também tribuno da plebe. Caio propôs outra reforma agrária e ainda o perdão de dívidas de agricultores plebeus. Novamente os patrícios resistiram, Caio Graco terminou sendo deposto e cometeu o suicídio.


Guerras civis romanas

Durante muito tempo, apenas os patrícios, proprietários de terra podiam fazer parte do exército romano. Um importante cônsul e general romano, Caio Mário, terminou por permitir o ingresso de plebeus no exército romano. Como era de se esperar, essa reforma também enfrentou a resistência dos patrícios.

Com tempo, o poderoso exército romano, agora com plebeus em suas fileiras, começou a ser usado como força política por seus generais, o que resultou numa sucessão de guerras civis.

Um evento muito importante nesse período foi o primeiro triunvirato, que foi uma aliança entre três importantes romanos:

  • Júlio César: de família tradicional patrícia, mas sem muita influência política;
  • Pompeu: general plebeu muito competente e popular, mas desprezado pelos senadores;
  • Crasso: homem mais rico de Roma, mas sem influência política.
Primeiro triunvirato: César, Crasso e Pompeu.
Primeiro triunvirato: César, Crasso e Pompeu.

Cada um deles buscava compensar a própria deficiência com a qualidade do outro. Essa aliança permitiu que os três homens dominassem completamente a política romana. Mas em 53 a.C. Crasso morreu. Disso resultou uma polarização e César e Pompeu se tornaram inimigos.

Por fim, depois de muitas batalhas (período de guerras civis, não se esqueça disso), César derrotou a Pompeu. Com isso, César foi escolhido como ditador, depois como cônsul e, por fim, foi eleito diversos anos como ditador. Na prática, César era o líder mais importante e poderoso de Roma.

Temerosos do poder concentrado nas mãos de César, diversos senadores atraíram César para uma reunião e o assassinaram, em pleno Senado Romano. Assim chegava ao fim o período republicano de Roma.

Assassinato de Júlio César.
Assassinato de Júlio César.

Curiosidades

  • A filha de César se casou com Pompeu e mesmo assim um fez guerra com o outro.
  • O título de ditador, em Roma, tinha um significado completamente diferente do atual. Ditador era um magistrado especial, que recebia plenos poderes, durante um período de tempo. a fim de resolver uma crise ou emergência em Roma. Essa crise podia ser uma guerra ou outra forma de ameaça.
  • As reformas do exército Romano resultaram numa força profissional onde se alistavam apenas voluntários. Uma forma de estimular os soldados a permanecerem no exército era prometer-lhes uma pensão e a propriedade de terras quando se aposentassem.
Legionário romano.
Legionário romano.
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