Indicadores socioeconômicos e seca no Nordeste

Oi filha,

Vamos conversar sobre os indicadores socioeconômicos do Nordeste.


Indicadores socioeconômicos

O Nordeste do Brasil apresenta problemas sociais históricos:

  • Defasagem e pouca diversificação da agricultura e indústria;
  • Grandes latifundiários;
  • Concentração de renda;
  • Secas constantes no sertão nordestino.

Ao longo da segunda metade do século XX, houve uma significativa migração nordestina às áreas urbanas e ao Sudeste do Brasil.

É importante observar que, apesar de a qualidade de vida da população nordestina vir melhorando nos últimos anos, ela ainda apresenta os mais baixos indicadores socioeconômicos do país.

As áreas rurais e no Sertão nordestino, que sofre longos períodos sem chuva, são as de mais baixos indicadores sociais. No entanto, seus indicadores são melhores que os da África do Sul (maior economia do continente africano), Bolívia e Guiana.

Alguns indicadores importantes:

  • Anafalbetismo 18,7% (em 2009);
  • Beneficiados pelo Bolsa Família 22% (em 2010).
  • Taxa de fecundidade 2,04 filhos por mulher (em 2009) – acima da média nacional.

Apesar de seus problemas, alguns municípios da Região Nordeste já desfrutam de um IDH elevado, como Aracaju, Salvador, Recife, Fortaleza, Natal e Fernando de Noronha.

Há grande disparidade socioeconômica na região. Isto é, existe um grupo muito restrito de pessoas tem elevados padrões de vida, equanto que a maioria da população convive com a miséria, a fome, além de doenças.

Comparando a economia nordestina com outras regiões, ela é a que apresenta maior ligação com as atividades tradicionais, como o extrativismo vegetal, mineral e animal.

Diversos fatores dificultam a mecanização e a modernização da produção o que torna o desenvolvimento geral do complexo regional nordestino algo bastante complicado.

Esse conjunto de fatores faz com que a região apresente os piores indicadores sociais do país.


A seca e o Polígono das Secas

A seca agrava os problemas socioeconômicos vividos pela população do Sertão. A falta de chuvas, muitas vezes, inviabiliza a atividade agrícola.

Os problemas da fome e desnutrição agravam-se nos períodos de maiores secas, ocorrendo, como consequência, o aumento do êxodo rural para os grandes centros, tanto da Zona da Mata como de outras regiões do Brasil.

Com a finalidade de minimizar e direcionar investimentos para o Sertão, o Governo
Federal, em 1951, delimitou uma área chamada Polígono das SecasA seca é um problema que persiste até os dias atuais.

poli
Polígono das Secas.

A área do Polígono das Secas tem um índice pluviométrico variável de 300 a 800 mm/ano. Essa condição é agravada pela elevada média térmica, que contribui para a grande evaporação, a qual, somada à grande irregularidade na distribuição das chuvas, explica a semiaridez da região.

A falta de chuvas regulares no Nordeste resulta de três fenômenos, segundo técnicos do INPE: a temperatura da água do Oceano Atlântico, o fenômeno El Niño, no Pacífico, e a pouca umidade atmosférica.

Para enfrentar o problema das secas que assolam a região e para tornar o Sertão efetivamente produtivo e inserido no contexto econômico regional e nacional, a solução parece estar no rio São Francisco, por meio de um amplo projeto de irrigação de terras.

Experiências de irrigação de terras foram muito bem-sucedidas. O Sertão baiano é hoje um grande produtor e exportador de frutas. A Bahia produz mais vinhas do que o Rio Grande do Sul, tradicional produtor.


Indústria da seca

Segundo técnicos do INPE e cientistas da USP, a região atingida pelas secas é muito menor do que a delimitada pela Sudene. Na verdade, há uma indústria da seca exagerada para atrair verbas federais.

A seca no Nordeste é um problema sociopolítico e não climático, pois já existe tecnologia capaz de garantir o sucesso da atividade agropecuária em regiões semiáridas. Mas o que se criou foi uma indústria da seca que traz lucros aos grandes proprietários, em detrimento da grande massa da população.

A situação de pobreza do Nordeste é ainda agravada pela alta natalidade e pela concentração fundiária.

Beijo do pai!

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