Sugimento do islamismo

Oi filha querida,

Hoje vamos falar mais aprofundadamente sobre o islamismo, uma das maiores religiões do mundo e que sugiu na Península Arábica.


Maomé

O profeta Maomé foi o fundador do islamismo. Nascido em Meca, por volta do ano 570, Maomé pertencia à tribo que dominava a cidade: os coraxitas. No entanto, era de uma família pobre, os haxemitas. Ficou órfão aos seis anos de idade, sendo criado pelo avô e em seguida pelo tio Abu Taleb.

Aos 15 anos de idade, já trabalhava nas caravanas que iam à Palestina e à Síria. Assim tomou contato com povos e regiões diferentes e conheceu novas religiões, principalmente o cristianismo e o judaísmo. Assimilando os ensinamentos dessas duas religiões monoteístas, construiu um sincretismo religioso, isto é, uma integração de elementos retirados do cristianismo, do judaísmo e do paganismo árabe.

Mas a vida atribulada de Maomé não lhe permitia estruturar seu sistema religioso. Daí a importância de seu casamento com Khadidja, uma rica viúva que lhe proporcionou a estabilidade material necessária para seu desenvolvimento intelectual.

Maomé passou então a fazer retiros espirituais no Monte Arafat, até que no ano 610 teve “três visões” do arcanjo Gabriel. Na última, o anjo ter-lhe-ia dito: “Maomé, tu és o único profeta do verdadeiro Deus (Alá)!” A missão de Maomé estava implícita nessas palavras.

Começava a etapa mais difícil da vida do profeta: a difundir o islamismo.

Inicialmente fez suas pregações aos familiares e amigos, conseguindo, em dois anos, mais ou menos 80 adeptos. Mais seguro, iniciou a pregação pública aos coraxitas, naturalmente os maiores opositores à nova religião, pois tinham interesses econômicos no politeísmo vigente na Arábia.

Incialmente, os coraxitas se surpreenderam com as revelações de Maomé, segundo as quais só havia um Deus, de quem ele, Maomé, era o profeta. Depois, procuraram ridicularizá-lo. Por fim, começou a perseguição.

Uma tentativa de assassinato ocorreu em 622, quando então Maomé fugiu de Meca para Yatreb. Essa foi a Hejira (“fuga”), que marca o início do calendário muçulmano.

Em Yatreb (a partir de então chamada Medina), Maomé afastou a oposição de um grupo de judeus que habitavam a cidade e se negavam a aceitar a crença em Alá. Em seguida, começou a Guerra Santa (“jihad”) contra Meca, atacando suas caravanas. Seus êxitos militares eram considerados provas da existência de Alá.

Diante do crescente prestígio de Maomé, os coraxitas procuraram um acordo (Tratado de Hodaibiya): Maomé voltaria para Meca, mas os ídolos da Caaba deveriam ser conservados. Mas em 630, com o apoio dos árabes do deserto (beduínos), Maomé destruiu os ídolos, com exceção da Pedra Negra, que foi solenemente dedicada a Alá.

Estava implantado o monoteísmo e com ele surgiu o Islamismo, o mundo dos submissos a Alá e obedientes ao seu representante, o Profeta Maomé. Organizou-se, assim, um Estado Teocrático (um país ou nação que possui um sistema de governo que se submete às normas de uma religião específica).

De 630 até 632, quando morreu, Maomé viveu em Medina.

Converteu pela força das armas os árabes resistentes à nova fé. Construiu a Mesquita de Kuba, em Medina, e organizou a doutrina islâmica em seus pontos essenciais. Seu livro básico, o Corão ou Alcorão, só foi compilado mais tarde, com base nos escritos de Said, um escravo persa que sintetizava seus pensamentos. A Suna, conjunto de ditos e episódios atribuídos a Maomé, surgiu depois, para completar a tradição em torno da vida do profeta.


Fundamentos do islamismo

A doutrina islâmica prega a existência de um só Deus, com natureza exclusivamente divina, sem forma humana; daí a proibição a todos os crentes (muçulmanos) de representarem formas vivas.

Maomé devia ser considerado o último e principal profeta, continuador de Moisés e Jesus, também considerados profetas. Os muçulmanos deveriam acreditar nos anjos, no juízo final, no inferno e no paraíso; estes últimos possuíam uma conotação profundamente materialista, com sofrimentos e prazeres literalmente materiais.

A moral islâmica baseava-se no cristianismo e nas tradições árabes. As principais exigências do islamismo eram:

  • Crença em Alá;
  • Cinco orações diárias;
  • Jejum no mês de Ramadã;
  • Peregrinar a Meca uma vez na vida;
  • Dar esmolas.

A Guerra Santa (jihad) contra os infiéis era uma prática recomendável, mas não obrigatória.

wDNk6b1Yp2L5
Os cinco pilares do Islã: testemunho de fé; cinco orações por dia; jejum durante o Ramadà; prática de caridade; e peregrinação a Meca.

Beijo do pai!

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s